Vacina é o tema do Ciência e Cultura, vamos brincar? que será exibido pela rede TVT na quarta-feira, 1° de setembro
Uma das maiores invenções da humanidade, as vacinas têm prevenido centenas de milhares de mortes ao longo dos anos. Mas ainda enfrenta resistência de parte da população. O próximo episódio do “Ciência e Cultura, vamos brincar”, do Projeto WASH, que vai ao ar na quarta-feira, 1° de setembro, vai falar sobre as vacinas e sua importância na prevenção de doenças e as dúvidas que levam parte da população a resistir a imunização. Para trazer mais luz ao assunto, a equipe do Projeto WASH conversou com a especialista Raquel Stucchi, infectologista professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, que destaca a segurança das vacinas. “A vacina faz com que nosso organismo produza as células de defesa contra o coronavirus. E não, nenhuma vacina tem poder para mudar nosso DNA”, afirma.

A infectologista destaca que para bloquear a transmissão do vírus de pessoa para pessoa é preciso ter a vacinação completa. “Muitos não tomaram a segunda dose por motivos variados, como a informação incorreta de que uma dose basta, medo da reação e outros. Mas é importante reforçar, insistir para que todos tomem a segunda dose.”
Raquel cita ainda porque está sendo anunciada uma terceira dose, de reforço para grupos específicos. “Como anunciado pelo governo, a terceira dose é muito importante porque alguns grupos já perderam a proteção que a vacina dá porque foram vacinados há mais de seis meses e o sistema de defesa deles não consegue manter a proteção”, comenta, citando como exemplo os grupos de idosos e de imunossuprimidos. “Eles devem ser vacinados novamente, senão podem vir a adoecer, com adoecimento mais grave, internação e até risco de morte.”
Raquel ressalta ainda que a vacinação em adolescentes é eficaz e segura para o controle da pandemia. “Precisamos do maior número possível de imunizados, ter pelo menos 80% da população completamente vacinada. Por isso, os adolescentes também devem receber a vacina”, aponta. A especialista lembra que algumas pessoas podem ter reações à vacina, mas os sintomas como febre, dor no corpo, diarreia, duram no máximo 48h e podem ser controlados. “Ter reação é algo que faz parte da vacinação, algumas pessoas têm, outras não, mas as reações da doença não muito mais graves que as vacinais”, alerta.
São muitas as dúvidas que surgem quando se fala nesse assunto. Neste episódio do programa “Ciência e Cultura, vamos brincar?”, a Cia. Cultural Bola de Meia, com os atores Jacqueline Baumgratz e Celso Pan, viajam no tempo para contar sobre o surgimento das vacinas e sobre os heróis e heroínas que estudaram e trabalharam para que elas fizessem parte de nossas vidas.
No episódio, o físico Wil Namen, do Movimento Nós Somos a Ciência e apresentador do programa, conversa com a biomédica Mellanie Fontes-Dutra, mestre e doutora em Neurociências e com pós-doutorado em Bioquímica, pela UFRGS. Mellanie é coordenadora da Rede Análise Covid-19, membro do grupo Infovid e colaboradora do Instituto Questão de Ciência e reforça a segurança da vacina.
Pelo Projeto WASH participa ainda o desenvolvedor de sistemas e bolsista Michel Morandi, que explica o processo de adaptação das oficinas de linguagem de programação Scratch para o modelo remoto na EMEF Professor Aristeu José Turci, em Jacareí (SP), uma necessidade imposta pelo isolamento social. O conteúdo do Ciência e Cultura está disponível em Libras, a língua brasileira de sinais e com legendas.
A Websérie “Ciência e Cultura, vamos brincar?” é uma coprodução do Projeto WASH, Coordenado por Victor Mammana, o Movimento Nós Somos a Ciência e da Cia. Cultural Bola de Meia. A proposta é disseminar o conhecimento científico e tecnológico, apresentar novas linguagens de comunicação, as expressões culturais com ênfase na cultura da infância, diz Elaine da Silva Tozzi, idealizadora do Ciência e Cultura vamos brincar?
Sobre o episódio
Ciência e Cultura, vamos brincar? – Vacina: dia 1°/9, às 12h, com reprise na quinta, às 17h, pela rede TVT. Na Grande São Paulo, pode ser sintonizada pelo Canal 44.1. No sinal digital HD aberto, pode ser assistido no canal 512 NET HD-ABC e está disponível no YouTube. O programa é exibido toda quarta-feira, ao meio-dia, com reprise na quinta-feira, às 17 horas.
Redação: Delma Medeiros
Revisão: Elaine Tozzi e Wilson Namen