Entre meias, papel e barbante, crianças constroem o próprio brinquedo e aprendem sobre cultura

A professora Danieli de Souza Silva já era fã do trabalho da Cia. Cultural Bola de Meia, que conheceu por meio da parceria com o Programa WASH e do programa Ciência e Cultura, vamos brincar?, quando encontrou, entre os vídeos da companhia, um conteúdo que se ajustava perfeitamente àquilo que ela gostaria de suscitar nas crianças.

“Eu queria despertar neles o interesse pela leitura de uma forma que eles nem percebessem… que fosse divertida! Encontramos  um vídeo sobre herança portuguesa, com brincadeiras, que mostrava, também, como fazer o fantoche”, conta.

Ela propôs aos alunos a feitura do brinquedo. “O que achei legal é que foi o primeiro fantoche que encontrei para o qual não seria preciso comprar nada. Era só papel, meia e barbante, e depois você pode usar a meia de novo”, relata.

A iniciativa, que resgata brincadeiras e cantigas portuguesas, deu tão certo que, agora, as crianças querem ler e já se sentem mais à vontade para aparecer frente à câmera, algo que se tornou importante com a presença nas aulas de forma remota. Além disso, a ludicidade da iniciativa é uma maneira de retomada de leitura e escrita com os pequenos. Outros vídeos, com heranças culturais diversas, devem ser utilizados.

“Fizemos também um concurso de receitas de família e tivemos uma receita campeã”, lembra Danieli, que utiliza dessas estratégias para engajar a turma. Esta semana, os alunos acompanham o vídeo em que a Cia. Bola de Meia apresenta o brinquedo Baragandão, de origem africana.
Se quiser construir o seu fantoche, assista ao vídeo da Cia. Cultural Bola de Meia.

Redação: Bárbara Beraquet

Revisão: Nádia Abilel de Melo