Data é comemorada em 11 de fevereiro

A participação das Mulheres e Meninas na Ciência é comemorada, internacionalmente, no dia 11 de fevereiro, data que marca a importância de estimular e promover a presença feminina na Ciência.

A data foi aprovada pela Assembleia das Nações Unidas, em 2015, por meio da Resolução A/RES/70/212. O objetivo, desde então, tem sido promover o acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência.

No Programa WASH – Workshop Aficionados em Software e Hardware, a participação de mulheres, que estudam e pesquisam,  já é uma realidade. Neste ano, dos 78 bolsistas, 38 são mulheres.

Amanda Flor
Amanda Flor

Uma delas é a estudante do IFSP – Instituto Federal de São Paulo – Câmpus Campos do Jordão, Amanda Flor, de 23 anos, que cursa o sexto semestre em Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Amanda foi selecionada pelo Prof. Luiz Gustavo Paulo Oran Barros, coordenador local  do Programa WASH. 

Seu projeto de Iniciação Científica, como bolsista do WASH, foi o de criar uma interface em um sistema back-end já existente para um processo de bilhetamento, que são cobranças de forma automática. “O projeto observou a necessidade de um sistema que faça cobranças automáticas, em grande porte, para pequenas empresas ou startups. Não havia um sistema de fácil usabilidade para quem está começando agora e não poderia contratar empresas que o façam. O projeto integra o ambiente de cobrança automática, de grande porte, para empreendimentos pequenos ou que estão começando”, explica.

Para a jovem, a experiência proporciona crescimento intelectual e de conhecimentos em tecnologia. “Fez com que eu tivesse contato com tecnologias das quais eu não tinha conhecimento. Tem me aberto diversas portas no sentido do conhecimento, além de ajudar com outros âmbitos do ambiente acadêmico, em todo o processo e na produção de artigos científicos”, diz.

Assim como outros bolsistas de graduação, a estudante ministrou oficinas para alunos da rede fundamental de ensino, na produção de um jogo por meio do Scratch, uma linguagem de programação.

“O Programa WASH entrou no final da minha graduação. Agradeço profundamente ao professor que me apresentou e à equipe da Frente Multiplicadora, que nos recebeu e compartilhou conhecimento e o método conosco. Foi e está sendo uma experiência sensacional, por toda a passagem de conhecimento que a equipe proporciona, na área tecnológica e também humana. Não é uma simples iniciação científica. O que está vindo para nós, devolvemos para a sociedade. O WASH é isso, para mim”, finaliza.

Ingryd Janaína Alves, de 21 anos, atualmente graduanda em bacharelado e licenciatura em Educação Física da Unicamp, foi uma das primeiras bolsistas do Programa WASH. Seu primeiro contato com a iniciação científica e com o WASH aconteceu quando cursava o ensino médio, por intermédio do Professor Edson Anício Duarte, orientador do WASH no IFSP – Instituto Federal de São Paulo – Câmpus Campinas.

Para ela, as mulheres têm reivindicado seu lugar na Ciência e mostrado que podem fazer pesquisa e ciência, “e que são boas nisso”. Como bolsista do WASH, Ingryd estudou uma metodologia mais lúdica para o ensino de matemática, por meio de jogos e brincadeiras. “Além das brincadeiras e dinâmicas físicas, nós fomos para o mundo virtual”, conta, sobre ela e a companheira de projeto, que buscaram colocar o Scratch na metodologia utilizada.

 “A pesquisa me encanta” Ingryd Alves, que foi bolsista do WASH

Ingryd Alves. Foto: Elaine Tozzi

“Passamos por feiras de Iniciação Científica e, paralelamente, pelas oficinas do WASH, com alunos da educação básica. Foi um mundo novo, o da linguagem de programação para jovens”, diz. “Eu já ‘curtia’ ensinar, depois que aprendi, na prática, como fazer, era muito legal passar o conhecimento para as crianças, ver o contato delas com aquela tecnologia, que muitas nunca tinham visto, nem tinham visto um teclado, um mouse. Foi muito gostoso, as crianças estavam realmente interessadas”, relembra.

Hoje, a graduanda credita ao Programa WASH sua entrada no campo da biomecânica – ela é técnica no laboratório de biomecânica da Unicamp, por ter despertado seu interesse para a área. “No WASH conheci muitas áreas, muita gente, programas de incentivo à pesquisa, outros projetos que também levam educação e jogos para comunidades nos mais diferentes lugares”, fala a estudante, para quem a vivência no WASH foi fundamental em sua formação.

“A pesquisa me encanta”, sintetiza. “Quero ser muito boa naquilo que eu faço – ser referência – como uma mulher de escola pública, que participou de muitos projetos sociais, fez cursinho popular e veio de uma realidade periférica”, finaliza.

Redação: Bárbara Beraquet

Revisão Nádia Abilel de Melo