Marina de Queiroz Tavares, física, professora da Universidade de Ciências Aplicadas de Zurique (Suíça), também, é responsável pela diversidade na Faculdade de Engenharias, é entrevistada do WASH. Graduada em Física  pela UNICAMP (1990-1994) é professora visitante da Universidade desde 2018. Nesta conversa, ela conta a sua experiência e fala sobre o sonho de construir parcerias entre Suíça-Brasil, nesta área. E, ainda, fazer a ponte entre a FCA-Limeira e o Programa WASH.

WASH: A Sra. poderia contar a sua experiência com as oficinas digitais e contato com a Linguagem Logo, que vivenciou na infância. Qual a influência desse contato  para a definição da sua carreira como cientista? Quais as vantagens para as crianças, em geral, de ter o mais cedo esse acesso ao letramento científico e tecnológico?

Infelizmente não tenho uma grande memória dos cursos de Logo. Lembro-me vagamente de algumas sessões, mas acho que era muito nova (creio que tinha menos que 8 anos). Mas meus pais sempre nos estimularam a construir e experimentar em casa. Também participavam das experiências, sobretudo, a minha mãe. Creio que isto teve uma grande influência para mim. Depois também curti muito fazer uma escola técnica (ETECAP), com muitos laboratórios. Acho ideal para os jovens.

WASH : Como surgia a ideia de conhecer o Programa WASH? E quais foram as suas impressões sobre a metodologia utilizada no Programa?

Foi por uma alegre coincidência que me passaram o contato de Maria Benites (o filho dela é meu colega de universidade), que conhece a Elaine, coordenadora do programa,  e o WASH.

Achei a metodologia: “not about HW, not about SW, invest on people”, além da escolha de investir em bolsistas do ensino médio muito interessante.

Também achei muito legal a equipe ser heterôgenea e o Programa integrar pessoas de várias áreas, além de documentar todos os eventos e fazer monitoramento sério e importante.

WASH:  A Sra. poderia contar rapidamente sobre o seu trabalho em Zurique? Como se dá o letramento digital na Suíça, como ele é disseminado, investimentos, mobilização e resultados?

Tem muitas iniciativas trabalhando com a digitalização do ensino na Suíça. Particularmente, eu prefiro as iniciativas que apresentam a informática como uma área multidisciplinar, que oferece métodos a várias outras áreas. E, também, prefiro as atividades, nas quais as  crianças têm que ser atores (e não uma posição passiva). Quero dizer que  em vez de um tablet para olhar vídeos, um microcontrolador. Daí só acontece alguma coisa, se você começar a programar.

A atividade de “youth development” na nossa faculdade tem cursos esporádicos para crianças, jovens e professores de primário e secundário. As atividades são feitas em colaboração com ONGs ou prefeituras. São várias atividades, que muitos colegas ajudam. Eu coordeno um certo número dessas atividades. Não temos um monitoramento detalhado, mas são cerca de 500 crianças por ano, uns 150 jovens, e uns 40 professores.

Temos um pouco de orçamento interno; e o resto é financiado por fundos externos e colaborações.

WASH: A Sra. acredita que é possível unir o trabalho da Unicamp, em Limeira, com o Projeto Conectados que atende as crianças da Rede Pública da EMEIF Aracy Nogueira Guimarães com o WASH? Quais as são as vantagens desse “casamento” para os dois programas?

Espero que sim. Mas temos que esperar que a equipe de Limeira se organize no novo contexto deste ano. Minha posição no projeto de Limeira é, sobretudo, de catalisar a atividade. Tive um papel importante no início, para encontrar professores da UNICAMP interessados em participar, e uma escola pública aberta a receber o curso. Depois também ajudei nos primeiros documentos (conteúdos/calendários) do projeto.

Mas quem realmente está tocando a coisa são os colegas (professores Jaime,  Rafael e  Levy) junto com as diretoras e professoras da escola Aracy Nogueira. É uma equipe engajada, criativa e competente.

WASH: Quais os próximos passos para a concretização da adesão ao WASH, a partir de agora? Os professores Rafael e Jayme deverão acompanhar as oficinas e serão eles que coordenarão as atividades? De alguma forma, a Sra também acompanhará à distância o trabalho?

Sim, com certeza! Os próximos passos são via os professores Rafael e Jaime. Terei  prazer em acompanhar à distância, se puder. Vamos pensar em alternativas. Também já enviei uma chamada de projeto de colaboração (Suíça-Brasil) para a Coordenação do WASH. É uma chamada difícil, mas temos que começar a sonhar.

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