Bolsistas criaram o projeto STEAMeninas e ofereceram oficina para alunas de outras seis escolas estaduais de Campinas
A proposta de estimular a iniciação e o conhecimento científico entre os estudantes da Escola Estadual Vitor Meireles, em Campinas, com a adoção da metodologia do Projeto WASH, tem resultado em ações especiais e até mesmo premiações aos participantes. Um exemplo foi a participação de bolsistas da escola na agenda global Scratch Day, que este ano foi celebrado com a Semana do Scratch, de 15 a 21 de maio.
O projeto, denominado STEAMeninas, ofereceu, no dia 16 de maio, como ação externa, a Oficina de Scratch, envolvendo em torno de 60 meninas do Programa de Ensino Integral (PEI), de seis escolas estaduais de Campinas. Para o evento on-line, as STEAMeninas criaram uma sala de aula para tirar dúvidas das estudantes. O evento incluiu: acolhimento, roda de conversa sobre o papel da menina e da mulher na sociedade; Ação Maker – faça sua ponte; e Scratch – a criação de um diálogo sobre os termos mais importantes do PEI, como diversidade, autonomia, protagonismo.
A professora Eveliyn Takamori, coordenadora local do WASH na Escola Vitor Meireles, explica que a oficina integra as Ações Maker – atividade onde a prática é o principal foco para motivar e desafiar as alunas (os). “No início deste ano, o British Council, Fundação Carlos Chagas e CNPq lançaram a segunda edição do projeto Garotas STEM. Eu e o professor André (Luiz Malavazzi)-, decidimos escrever um projeto que pudesse replicar as Ações Maker e a introdução ao pensamento computacional por meio do uso do Scratch e do MicroBit. E fomos selecionados”, conta Eveliyn.
A partir daí, os professores começaram a treinar uma turma de alunas, por meio das bolsistas mais antigas. Assim foi possível participar da Semana Scratch, com a criação de um diálogo com as premissas do PEI, usando a linguagem Scratch.
As bolsistas que já integravam o Projeto WASH planejaram a oficina, que teve o objetivo de replicar e ensinar a produzir diálogo no Scratch. O propósito foi ensinar as turmas de 1° ano, com a ajuda das alunas, que foram treinadas pelas mais antigas. Participaram da oficina estudantes das escolas estaduais Orosimbo Maia, Milton de Tolosa, Sebastião Ramos Nogueira, Telemaco Paioli Melges, Professor Moacyr Santos de Campos e Coriolano Monteiro.
Eveliyn conta que a adoção da metodologia do Projeto WASH teve início em julho de 2020. “Foi muito satisfatória essa parceria. Em plena pandemia os alunos (as) aprenderam e desenvolveram projetos baseados na linguagem Scratch e Stop-Motion”, comenta. Os primeiros bolsistas ficaram tão empolgados que tiveram a ideia de colocar o logotipo do WASH nos novos uniformes da escola, como forma de divulgação dos projetos.
Para Eveliyn, a resposta das participantes foi muito positiva. ”As alunas foram bastante ativas. Prova disso é a participação na sala de aula virtual”, ressalta.
Além disso, no mesmo dia 16 de maio, foram promovidas quatro oficinas para turmas de 1° ano, durante as aulas de Tecnologia. Nessa parte, a ação teve o apoio da professora de Tecnologia, Magda Masseto.
Outro projeto de sucesso foi “O uso da plataforma Scratch para o estudo da Geometria Plana em Constelações”, produzido pelo aluno Guilherme Freitas Bego. O projeto foi finalista na Mostra de Ciências e Inovação 3M/2022 e na Feira de Ciências das Escolas do Estado de São Paulo – (FeCEESP/2021). Além disso, conquistou o 1° lugar na Feira STEM BRASIL – categoria Atividades Stem; o 3° lugar na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (FEBRACE/2022) – categoria Ciências Exatas e da Terra; e o Prêmio EDUSP.
Texto: Delma Medeiros
Revisão: Elaine da Silva Tozzi, Nádia Abilel de Melo
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