Depois de dois anos de paralisação, em razão da pandemia, um dos maiores eventos de observação astronômica do país, o projeto “Na rua, de olho pra Lua!”, organizado pelo Grupo de Estudo e Divulgação de Astronomia de Londrina – Gedal, em parceria com o Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina da Universidade Estadual de Londrina (MCTL-UEL), reuniu mais de 500 pessoas e movimentou Londrina, na noite do sábado, dia 7 de maio.
Pela primeira vez, o evento contou com o apoio do Projeto WASH e do grupo STEM Education da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que promoveram atividades com hologramas com a temática astronômica, na Praça Nishinomiya, também conhecida como “Praça do Aeroporto”.
Na praça, vários telescópios ficaram à disposição do público, que pôde observar astros como a Lua, que batiza o evento: “Na rua, de olho pra Lua!”, conta o coordenador do Gedal, Miguel Fernando Moreno, especialista em direito espacial e pós-graduado em astrobiologia, também pela UEL.
O organizador do “Na rua, de olho pra Lua!” explica que, como a atividade acontece em local aberto, com grande iluminação, a observação de outros astros fica comprometida em razão da poluição luminosa.
Segundo Moreno, como a atividade é uma observação de entrada no mundo da Astronomia, ou seja, para muitos, é o primeiro contato com o tema, a proposta é garantir que esse contato seja o mais impactante. “Eu mesmo nunca vi alguém observar a Lua e não mudar a sua expressão, durante a contemplação. A face do observador se transforma”, diz.
Moreno comenta que, em média, entre 500 e mil pessoas participam de cada atividade, mas a expectativa para os próximos eventos é de um público ainda maior. “Nós colocamos sete telescópios na praça, mas muita gente que tem o seu telescópio pessoal leva o equipamento para a rua, até para aprender a mexer. Essas pessoas também compartilham seus equipamentos com os presentes.”
Dentro da programação do evento, um telão exibiu palestras de Astronomia e o professor Paulo Sérgio Camargo, representando o Projeto WASH, fez experimentos com hologramas e com luz negra para a criançada. “Essa foi uma novidade do evento, que queremos ampliar nas próximas edições, complementou Moreno”.
Nesta atividade, o público ainda teve a oportunidade de levar um miniprojetor de hologramas pra casa, sem nenhum custo.
Para a organização, “o Projeto foi um sucesso, sobretudo, porque as atividades foram retomadas pós-pandemia. O tema já atrai um grande público: pessoas interessadas e até gente que, passando pela praça, se mostra curiosa e fica ali para participar”.
Números do “Na rua, de olho pra Lua!”
Em toda a sua história, o Projeto “Na rua, de olho pra Lua!” já atendeu mais de 100 mil pessoas, de acordo com os organizadores. A edição de 2018 do evento foi uma das maiores, com mais de 7 mil pessoas, num momento especial de eclipse. São 15 anos de divulgação de astronomia, com esse projeto, de forma gratuita à sociedade, pelo Gedal e pelo Museu da UEL
Os organizadores informam que a atividade é totalmente gratuita e que sua periodicidade, antes mensal, sempre aos sábados próximos à Lua crescente, agora será bimestral. Os organizadores lembram que a data próxima à Lua crescente é definida por ser o período de melhor observação dos astros.
Também apoiam a atividade: Agência Espacial Brasileira (AEB), Alpha Auriga Telescópios, Centro de Estudos Digitais Astronômicos Integrados (CEDAI), Fran Cosméticos, Jabuti Lazer e Conhecimento, Interage Eventos, Planetário de Londrina, Revista AstroNova, Shekinah Lanches.
O que são hologramas:
São imagens tridimensionais, criadas pela interferência da luz que refletem sobre os objetos, preservando profundidade e outras propriedades, podendo ser vistas a olho nu.

Redação: Denise Pereira
Revisão: Nádia Abilel de Melo