Em consonância com a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2021, que tem como tema, este ano, a “A Transversalidade da Ciência, Tecnologia e Inovações para o Planeta”, o vídeo “WASH Transforma” mostra como tudo começou.
“A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta” foi o tema escolhido para a 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – SNCT, que aconteceu entre os dias 2 e 8 de outubro de 2021. Transversalidade aí entendida como contextualização e resgate da memória da ideia de uma ciência construída e realizada com a participação de vários atores.
Nesta semana, em consonância com a SNCT, o WASH lança seu vídeo institucional “WASH Transforma”.
WASH significa Workshop Aficionados em Software e Hardware, uma sigla que remonta ao nascimento do Projeto, em 2013, inicialmente focado na tecnologia da informação. Este foco estava de acordo com a missão do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), unidade de pesquisa do MCTI (Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações), em Campinas (SP).
Posteriormente, com cada vez mais parceiros de diferentes áreas, o WASH passou a ter uma amplitude temática muito mais vasta, com atividades nas áreas de exatas, humanas, biológicas e de saúde.
O Programa surgiu como uma ação de voluntários. Ao abrir as portas do CTI para a comunidade do entorno, periférica, de Campinas começava uma trajetória que se estende e amplia até hoje.
O Vídeo de Apresentação do WASH mostra, em uma animação e por meio de uma das jovens que participaram do Projeto em seu início, como o WASH deu início às suas atividades e seu potencial transformador, por meio de atividades de educação não formal voltadas à iniciação científica e à alfabetização científica e tecnológica.
A partir de 2018, o método subjacente ao WASH foi formalizado por meio de um Documento de Referência, aprovado em termos técnicos pela Portaria nº 178/2018/SEI-CTI, e, hoje, tem alcance em todo território brasileiro, firmando-se, cada vez mais, como política pública instituída em diversos municípios. No âmbito do governo federal, o WASH se insere no contexto da ENCTI (Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Informação).
Projeto WASH: Ciência se ensina e se aprende desde cedo
Presente em mais de 20 municípios em São Paulo e no Paraná, o projeto visa estabelecer, na prática e efetivamente, uma ponte entre as universidades brasileiras e o ensino básico. A ideia é tornar a ciência, a tecnologia e a inovação como presenças comuns na escola pública e nos espaços de educação não formal.
Para isso, estabeleceu-se um método baseado na mobilização de uma miríade de instituições, tais como: as Secretarias Municipais de Ensino, IFS (Instituto Federal de São Paulo e Instituto Federal do Paraná), USP (Universidade de São Paulo), UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) e UFABC (Universidade Federal do ABC), entre outras entidades e Organizações sociais.
Por meio dessa mobilização ampla em torno dos valores do método científico, o Projeto WASH chega à vida de comunidades, escolas e crianças com atividades de educação não formal.
O objetivo é estimular, desde cedo, o interesse pela área científica. São oficinas de linguagem de programação de computadores, produção audiovisual e de podcast, dentre muitas mais.
Estas atividades são ofertadas aos alunos do Ensino Médio, que são instigados e motivados e tem o compromisso de multiplicar o conhecimento junto aos alunos do Ensino Fundamental.
Estudantes do Ensino Técnico e da Graduação também participam, bem como os professores, que são parte essencial deste processo de multiplicação de conhecimento. Os estudantes: além de receberem formação, farão extensão junto às escolas.
Iniciação Científica
Além das oficinas, presenciais e remotas – uma necessidade imposta pela pandemia de Covid-19 e administrada pela equipe – o WASH permite que jovens, especialmente aqueles que são estudantes da rede pública de ensino, recebam bolsas de Iniciação Científica. As atividades do Projeto são subsidiadas por meio de emendas parlamentares. Atualmente, estão vigentes as emendas de oito deputados federais.
Os bolsistas desenvolvem planos de trabalho com estudos dos mais variados temas: irrigação de hortas, tratamento de imagens médicas para otimizar o diagnóstico de tumores. Os bolsistas do WASH produzem Ciência e Tecnologia conectadas com as diversas realidades do País.
Na metodologia do WASH, o protagonismo dos jovens bolsistas é sempre estimulado. A exposição à alfabetização científica e tecnológica segue os princípios do STEAM, uma forma de aprendizado integrado que une Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. A Cultura Maker é outro grande trunfo do WASH entre seus bolsistas.
Em consonância com as realidades locais, o WASH trabalha, dia a dia, para possibilitar o despertar de futuros cientistas!
Prêmios
Em 2018, o Projeto WASH recebeu reconhecimento Internacional com o projeto STAC-IBR: Solução para o Tratamento de Água nas Cisternas Instaladas no Brasil, em que, sob orientação dos professores Edson Anício Duarte e João Alexandre Bortolatti, do IFSP – Câmpus Campinas, os bolsistas Beatriz Ruscetto da Silva, Matheus Henrique Cezar da Silva, Gabriel Gertrudes Trindade foram finalistas do Prêmio Jovem da Água de Estocolmo (Stockholm Junior Water Prize – SJWP).
Em 2019, dois projetos de bolsistas do WASH, também do IFSP Campinas, foram selecionados para a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia. Pablo Cavalcante dos Santos, Wagner Roberto de Souza Júnior e Alex Vieira Pereira desenvolveram o projeto Interactive Braille: Kit de alfabetização em Braille a baixo custo, sob a orientação dos professores Edson Anício Duarte e João Alexandre Bortolotti. Já Ruan de Paiva Leopoldo foi o responsável pelo projeto Tecnologias Sociais, Redes Sociotécnicas e Agroecologia: Irrigador Automatizado de Baixo Custo Para Agricultura Familiar e Reforma Agrária, sob a orientação da professora Erika Batista e coorientação do professor Edson Duarte.
Em 2020, a bolsista do WASH Lígia Santos de Oliveira, do IF – Câmpus Registro, foi finalista da 18ª Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharias), da Escola Politécnica da USP, com seu trabalho sobre Grandes Mulheres da História da África, pesquisa realizada sob a orientação dos professores André Santos Luigi e Iamara de Almeida Nepomuceno, durante sua Iniciação Científica.
São apenas alguns dos muitos exemplos do reconhecimento do Projeto em eventos e premiações.
O Projeto tem um website: wash.net.br, e está presente nas redes sociais. Inscreva-se no youtube.com/programawash. No Instagram, o perfil é @programawash e, no Facebook, facebook.com/programawash.