Inclusão é preocupação da sociedade e tema relevante para o Projeto WASH em suas produções

As Paralimpíadas de Tóquio, no Japão, que transcorrem de 25 de agosto a 5 de setembro, já estão trazendo medalhas ao Brasil que, com atletas nas diversas modalidades, é um dos 162 países que disputam medalhas no evento, representado por 236 atletas titulares que vão competir em 20 das 22 modalidades. O Brasil só não tem participantes no basquete em cadeira de rodas e no rúgbi em cadeira de rodas.

Em seu planejamento estratégico, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) estabeleceu, como meta, manter-se entre as dez principais potências do planeta nos Jogos Paralímpicos. 

O Brasil está entre os 20 países com maior quantidade de medalhas conquistadas em Jogos Paralímpicos e ocupa a 19ª colocação do quadro de medalhas baseado na quantidade geral de pódios. Se for contabilizado o quadro de medalhas com base nas conquistas de ouro, o Brasil ocupa o 23º posto mundial.

A pesquisadora do CTI Renato Archer, Sara Squella , participa como comentarista da cobertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, nos dias 28 e 29 próximos. 

Durante a transmissão, a pesquisadora falará  sobre as características e as  regras dos esportes paralímpicos e sobre o desenvolvimento de Tecnologia Assistiva para promover a prática esportiva de deficientes físicos.

Formada em Educação Física e Doutora em Neurociências, Sara é pesquisadora bolsista do CTI Renato Archer, onde atua no Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA), que foi instituído no âmbito do projeto coordenado pelo Dr. Victor Pellegrini Mammana,  atualmente servidor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), no projeto Cemaden Educação, e coordenador do WASH junto ao CNPq.

No período de 21 a 28 de agosto, também estamos em plena Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, promovida pela APAE Brasil, com o tema “É tempo de transformar conhecimento em ação”.

Divulgação

A campanha, anual, é desenvolvida pela Federação Nacional das Apaes, desde 1963. Foi introduzida no calendário nacional pela Lei nº 13.585/2017 e permeia os trabalhos desenvolvidos pela instituição ao longo de todo o ano, como instrumento de defesa e garantia de direitos e mobilização social.

O objetivo é divulgar conhecimento sobre as condições sociais das pessoas em situação de deficiência intelectual e múltipla, como meio de transformação da realidade, superando as barreiras que as impedem de participar coletivamente em igualdade de condições com as demais pessoas.

Em 2021, o tema norteador da campanha aponta para o fato de que, hoje, o Brasil tem uma das legislações mais avançadas do mundo no que se refere à garantia de direitos das pessoas em situação de deficiência, no entanto, na prática, a maior parte do que se assegura na lei não é acessível a todos. Em um país com dimensões continentais, as desigualdades das condições de vida são evidentes, bem como a marginalização social de determinados grupos, que por sua condição de vulnerabilidade, necessitam de apoios especializados para superação das barreiras que impedem o exercício pleno da sua cidadania.

A preocupação com a inclusão tem sido constante no Projeto WASH, que prevê em seus materiais produzidos em audiovisual a presença de legendagem e de Libras, a língua brasileira de sinais. O próprio site do Projeto WASH mantém-se em contínuo aprimoramento das ferramentas de acessibilidade, para que as informações ali contidas possam atender todas as pessoas, independentemente de sua deficiência.

Além disso, o nono episódio do programa “Ciência e Cultura, vamos brincar?” exibido, além da plataforma YouTube, pela Rede TVT todas as quartas, ao meio-dia, foi totalmente dedicado ao tema Acessibilidade.

No episódio, o apresentador Wilson Namen, conhecido por programas como Ciência em Show, do Movimento Nós Somos a Ciência, conversa com Kátia Ferraz Ferreira, consultora credenciada pelo Instituto de Gestão Organizacional e Tecnologia Aplicada – IGETEC em educação e inclusão social, com atuação principalmente nos seguintes temas: educação ambiental, sociedade civil e ong. 

Todos os episódios contam com legendas e Libras e este episódio, com aspectos de audiodescrição. 

Acessibilidade teve a participação de voluntários e especialistas no assunto

Para que o episódio contemplasse aspectos de audiodescrição, em busca de mais acessibilidade, os voluntários e especialistas Jefferson Rodrigues, que é cego, e Lisley Silvério, jornalista que atuou em ongs de inclusão, acompanharam e deram suporte à produção deste programa. Assista aqui.

Acesse aqui a Cartilha Viver Sem Limite do Governo Federal.

#TransformarConhecimentoEmAção #Paralimpíadas

(Com informações de: Governo do Brasil e APAE Brasil)

Redação: Bárbara Beraquet