Clotilde Mafra, bolsista do Programa WASH, observa, em artigo, a experiência de uma criança em aulas remotas
Crianças na faixa etária de alfabetização conseguem aprender no modelo de ensino a distância? Como os pequenos podem reaprender a aprender na pandemia?
Questionamentos como estes têm sido comuns entre pais, responsáveis, professores e suscitado uma série de debates em sociedade. A partir destas mesmas questões e pela observação da neta, uma criança de cinco anos, a bolsista do Projeto WASH, Clotilde Mafra, propôs, em artigo, este relato de vivência.
Durante dois meses, ela acompanhou as aulas ministradas para crianças na faixa de cinco a seis anos, sendo que os professores e cada criança tinham a sua disposição, em seu domicílio, um computador munido de câmera e microfone para a comunicação simultânea, através da Internet. Assim, além de compartilharem suas imagens, crianças e professores podiam se comunicar por voz durante as aulas.
Inicialmente, as aulas tinham duração de uma hora e esta duração foi se estendendo ao longo dos dois meses, alcançando quatro horas e meia, com 40 minutos de intervalo, ao final deste período de observação. Além da exposição em linguagem ilustrada com figuras e imagens acessíveis às crianças, também eram solicitadas tarefas, em cadernos previamente enviados às crianças.
A observação não se pautou em analisar o método pedagógico e o conteúdo apresentado, mas sim o comportamento, a participação e a atenção das crianças nas aulas ministradas à distância através dos recursos computacionais.
Para Clotilde, o principal foi analisar como se deram a dedicação e a atitude da criança observada. “No início, ela realmente dependia muito dos pais e de mim para ligar o computador, ajudar nas lições e no que a professora pedia. Mas, depois, ela foi se desenvolvendo, os alunos foram respeitando mais a ‘tia’ e foram entendendo melhor a situação do que é uma classe remota”, conta, e completa: “Hoje, vejo que ela quase não solicita ajuda nossa”.
Ao final do acompanhamento, Clotilde avalia a experiência da alfabetização remota como um caminho possível. “Vi que dá”, diz, uma vez que a neta atualmente, ainda que em aulas remotas, está lendo e escrevendo.
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Redação: Bárbara Beraquet
Revisão: Nádia Abilel de Melo