Coordenadora do Projeto no IFSP-JCR, Léa Dobbert, fala sobre a expansão do projeto para toda a rede de Jacareí

Léa Dobbert. Arquivo pessoal

Docente no Instituto Federal do Estado de São Paulo – Câmpus Jacareí (IFSP-JCR), na área de Design de Interiores, a arquiteta e urbanista formada pela PUC-Campinas Léa Dobbert coordena o Projeto WASH no câmpus onde atua. Seu primeiro contato com o WASH foi em novembro de 2019, por intermédio do professor Gustavo Oran do IFSP-CJO, que já estava engajado no Projeto. Léa participou das primeiras oficinas realizadas no IFSP-JCR e, fascinada pela metodologia utilizada pelo Projeto WASH, que promove a popularização da ciência para estudantes do ensino fundamental da rede pública, assumiu a coordenação. 

“Foi com grande satisfação que assumi a coordenação deste Projeto pelo IFSP-JCR, onde temos desenvolvido diversas atividades junto à comunidade escolar da rede pública. Tivemos um curto período de oficinas presenciais com a equipe WASH no final de 2019. Em janeiro de 2020, após reunião junto à Secretaria Municipal de Educação de Jacareí, foi formalizada a adesão da Prefeitura de Jacareí  para a implantação do Programa no município e adoção da metodologia dos Programas WASH e do CEMADEN Educação, em parceria com o Instituto Federal – JCR. Demos, então, início às oficinas para formação dos professores da rede municipal”, conta.

A chegada da pandemia de Covid-19, em março de 2020, e a paralisação das atividades presenciais exigiram a revisão do cronograma de atividades proposto inicialmente. Para contornar os obstáculos trazidos pela situação, todos os envolvidos passaram a pensar em novas formas de ação.

“Os alunos estavam animados com as oficinas e me motivaram a pensar em uma maneira de continuar. Resolvemos dar início às oficinas do Scratch, para os alunos bolsistas, de forma remota. Alguns alunos, que já tinham o domínio dessa ferramenta, se disponibilizaram a ensinar os demais. O próximo obstáculo a ser vencido seria como interagir com os alunos das escolas municipais. Duas professoras da Escola Aristeu José Turci se prontificaram a dar início às atividades e ficaram bastante entusiasmadas com o Programa. A contribuição da Secretaria de Educação nesse processo foi decisiva para a viabilização das atividades. Foram disponibilizados netbooks aos alunos da Escola e as oficinas puderam ser realizadas com algumas adaptações, trazendo resultados bastante satisfatórios. Este método, com realização de oficinas de forma remota, será mantido até que as atividades presenciais sejam possíveis”, relata a docente.

Léa, que tem mestrado e doutorado em Ciências e pós-doutorado pelo departamento de Projetos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da FAU/USP, afirma que o desafio de assumir a coordenação do projeto a incentivou a buscar novos esquemas de ação, novas possibilidades e novas formas de executar algumas atividades propostas pelo Programa. “A parceria, o dinamismo e a colaboração da equipe WASH é o que me motiva e me faz querer ir sempre em busca de inovar e colaborar cada vez mais para a continuidade desse Projeto. Estou muito feliz em fazer parte dessa equipe e agradeço muito pela parceria”, expressa.

Atualmente, são 10 os alunos bolsistas na fase de entrega do relatório final e 15 alunos bolsistas ingressantes. O WASH tem oferecido semanalmente oficinas com diversos temas, sob a condução de profissionais de diferentes áreas, o que tem motivado o interesse e a participação assídua dos estudantes.

“Iniciaremos a formação de professores da rede municipal no próximo mês e já daremos início às oficinas com Scratch para os alunos do ensino médio, dando continuidade ao Projeto. A ideia é expandir esse conhecimento por toda a rede de escolas do município de Jacareí”, anuncia.

“Essa parceria entre os Institutos Federais e o Programa WASH trouxe um novo olhar para a ciência, uma nova forma de disseminar o conhecimento e difundir a ciência e o letramento tecnológico de forma simples e prazerosa, facilitando inclusive o processo de aprendizagem. A conexão entre os IFs e a rede pública só tem a somar na busca pela disseminação da ciência. A metodologia adotada pelo Programa WASH valoriza a autonomia dos estudantes, dando incentivo a seu crescimento”, finaliza.

Redação: Bárbara Beraquet

Revisão: Nádia Abilel de Melo