
Com a retomada das oficinas digitais para os alunos e bolsistas da Escola Vitor Meireles, no bairro São Bernardo, em Campinas (SP), a protagonista do game construído no ano passado, Luana, volta a viver grandes aventuras. Além de ser guiada pelo jogador numa viagem espacial em direção à Terra, Luana adquire conhecimentos sobre ciência em sua jornada, permitindo que quem está do outro lado da tela aprenda também.
Para completar essa nova missão, os alunos e bolsistas da escola estadual, com o auxílio dos professores e bolsistas do Programa WASH, mantiveram as oficinas e encontros digitais, em respeito ao isolamento social exigido pela pandemia. Roteiro, cenários e personagens foram animados pelos alunos com técnicas de Stop Motion e com o uso da programação em Scratch.

O professor de Arte André Luis Malavazzi, orientador do WASH que acompanha os alunos bolsistas, conta que o engajamento e a dedicação do grupo têm se mantido desde o início do projeto.
Na primeira parte do jogo, Luana precisava encarar um labirinto. Os alunos decidiram que, na segunda parte, Luana voltaria à Terra. Com a liderança do estudante e colega Renan Lima Porto, os alunos Maria Eduarda Araújo de Freitas, Hector Ryan Vigeta Negreiro, Fernando Galvão Moraes, João Victor Vedroni Pereira da Silva, Guilherme Guimarães de Freitas Bego e Lucas Arten Cavaletti criaram a história e desenvolveram os diálogos; uniram-se mais uma vez para criar o game.
Com o trabalho ainda remoto, muitas conversas e discussões em grupo de Whatsapp e o comprometimento de todos, ele notou grande evolução dos alunos. “O desenvolvimento da segunda parte foi mais rápido, com boas ideias. Chamou a atenção dos professores a agilidade para criar o roteiro e, até mesmo, na programação; não precisei mexer em nada do código”, registra o professor, sobre o crescimento em autonomia dos jovens envolvidos.
Projetos de vida
“A experiência em participar de um projeto que, além de proporcionar o aprendizado por meio de oficinas, também oferece bolsas de iniciação científica é, com certeza, um ponto de mudança na vida dos nossos alunos, pois, no meio da pandemia, muitos estavam cercados de incertezas”, observa a professora Eveliyn Tiemi Takamori, orientadora da pré-iniciação científica vinculada ao CNPq (2020) e que acompanha os alunos bolsistas da escola no Programa WASH.

A professora enfatiza que foram muitas incertezas: quanto à escola, à família e às finanças. “Também o aporte financeiro que veio por meio do Projeto WASH foi uma condição em que os alunos puderam novamente ser protagonistas”, diz, e completa: “A entrada dos alunos no projeto promoveu o engajamento, um comprometimento com os respectivos projetos de vida. Isso proporcionou mudanças no que se refere às habilidades socioemocionais, como a empatia, a cooperação, enfim, a responsabilidade, cientes de que as ações de cada um refletem no grupo”, encerra Eveliyn.
Histórico
A parceria entre Programa WASH e E.E. Vitor Meireles começou em setembro de 2020. Em outubro do mesmo ano, o Programa WASH passou a integrar as atividades da comunidade escolar da Vitor Meireles com oficinas remotas de letramento digital e, também, incentivo à iniciação científica. Foram concedidas bolsas para os estudantes do colégio, que tem mais de 60 anos de existência, com ampliação em 2021. Atualmente, são sete bolsistas de ensino médio no colégio, com bolsa de pré-iniciação científica.
Redação: Bárbara Beraquet
Revisão: Nádia Abilel de Melo


