O mais recente evento do Programa WASH também está disponível no Canal do WASH, no YouTube. O seminário “Documentação em Ciência e Tecnologia” foi realizado no dia 24 de setembro, com a participação de 77 pessoas e já foi acessado por mais de 260 interessados.
A palestra foi ministrada pela Profª Dra. Alaide Pellegrini Mammana.
Quem não pôde acompanhar, agora ganha essa nova oportunidade.
O seminário foi aberto pelo coordenador do Programa WASH, Victor Mammana, que lembrou aos participantes a larga experiência da palestrante com a pesquisa. “A Profª Alaide Mammana tem em sua carreira mais orientandos que todo o Programa WASH, nos seus sete anos de história”.
Dada a importância do evento, o coordenador, também, informou que questões técnicas de transmissão inviabilizaram a Linguagem de Libras simultânea, mas que, posteriormente, o Seminário contará com este recurso para garantir a acessibilidade.
O Seminário
Durante o evento, a professora Alaide Mammana destacou que o seminário nasceu da experiência de 50 anos de trabalho de orientação de pesquisas do Ensino Médio, Graduação, Mestrados, doutorados e pós-doutorados, e que a dificuldade de escrever é uma coisa natural para todas as pessoas.
Alaide Mammana apresentou a Associação Brasileira de Informática (Abinfo), que é uma associação, criada em 1988, para pesquisa e desenvolvimento compartilhado por empresas, estudantes, pesquisadores e cientistas do mundo inteiro, cuja proposta inclui a formação de recursos humanos.
Também destacou o trabalho da Society for Information Display (SID) e convidou os presentes a se associarem e integrarem-se a essa importante comunidade científica internacional. Lembrou que os displays revolucionaram a tecnologia da informação. “Eles estão em todas as áreas, inclusive nos computadores e celulares”, exemplificou.
Resumo da Palestra
Em síntese, a palestra abordou as seguintes temáticas: Ciência, Tecnologia, Método Científico, Método das Engenharias, Tipos de Documentos e Linguagem.
Sobre Ciência e Tecnologia
Segundo a professora, “a Ciência é fruto da curiosidade e pertence à humanidade; já a Tecnologia é parte da cultura e tem a ver com o conhecimento do “gesto”. É o saber fazer. Está a serviço da civilização”.
Alaide explicou que a tecnologia sempre contribuirá com a ciência e vice-versa. “Os avanços tecnológicos dependem da base científica”. Para a professora, cada grupo busca as soluções possíveis para a tecnologia. A título de exemplo, lembrou que cada sociedade faz seus utensílios de acordo com os materiais que tem disponíveis.
Método Científico
Sobre essa temática, a professora falou sobre a importância da observação, experimentação, abstração, indução, modelo e teoria e verificação.
Neste momento, ressaltou a importância da curiosidade na pesquisa, sobre a necessidade de pensar e fazer perguntas, formular hipóteses, desenvolver predições que possam testar, obter dados e desenvolver modelos.
Método das Engenharias
Discorreu sobre especificação do sistema que será construído, citou a necessidade de projetar em etapas, falou sobre simulações, especificação de materiais e componentes (fornecedores e custos), montagem de protótipos, caracterização e testes, análise de resultados, fabricação de lotes experimentação, testes de campo e homologação do projeto.
A importância da Documentação
Um dos pontos de destaque foi a abordagem sobre resultados e descobertas, que são pontos distintos; ela lembrou a necessidade da documentação dos resultados de uma pesquisa, para que o conhecimento seja passado de geração em geração.
Para a professora, todo conhecimento precisa ser registrado para disseminar, para informar, para a crítica dos pares e cientistas.
Segundo ela, “os documentos são a base para avançar e são os registros que permitem os passos adiante na pesquisa”.
Documentos gerados, de acordo com o método científico
Neste item, a professora falou sobre plano de pesquisa, relatório de atividade, relatórios técnicos etc., especificando cada um deles.
Lembrou outros tipos de documentos como livros, apresentações, comunicações orais, pôsteres e painéis, teses, monografias, manuais técnicos e manuais de usuários e patentes.
Segundo a física, o autor precisa ter bem claro que os documentos precisam contemplar três itens: “o que vai ser feito, o faço e o que eu fiz”.
Estrutura do estudo
A professora lembrou aos participantes a estrutura dos trabalhos que, geralmente, seguem um padrão, ou seja, apresentam as seguintes partes:
- Resumo
- Introdução
- Teoria
- Métodos Experimentais
- Resultados
- Análise de Resultados
- Conclusões
Ressaltou que a ordem da construção textual, entretanto, não é a mesma. Lembrou que, primeiro, devemos buscar os resultados e propôs um caminho.
– “Olhe para o resultado e veja o que ele quer te contar”, citando Giorgio Moscati, físico da USP.
– “Descubra o que ele conta” – definiu como o momento da Análise.
– “Descreva os métodos tanto para fazer como para medir”.
– “Desenvolva uma Teoria e, a partir daí, siga para a introdução”, que deve ser feita por último, segundo ela.
– A despeito do Resumo, lembrou que este deve conter a introdução, a teoria, os resultados, a análise e as conclusões.
LINGUAGEM
“Essa é uma grande dificuldade na hora de escrever”, lembrou a professora.
Em uma pesquisa, ela destacou que a linguagem exige precisão, clareza, concisão e correções gramaticais. Lembrou que nem toda palavra pode ser substituída por um sinônimo e que este momento da redação exige cuidados.
Ainda, abordou temas como a originalidade de texto, científica e tecnológica; direito autoral (proteção da propriedade do autor); modelo de utilidade; patente de invenção; plágio (integral, parcial e conceitual), destacando que se trata de crime, previsto na Lei 2848 (7/12/1940), com detenção e multa.
Segundo a professora, a escola brasileira ensina pouco sobre a prática da descrição e ela é fundamental para a ciência. “A ciência exige que se olhe as partes, a organização, a necessidade de dar nomes, a taxonomia; e como exercitamos pouco, essa dificuldade aparece na hora de descrever uma cadeira, uma mesa, um sistema”.
CONCLUSÕES
Sobre conclusões dos temas abordados, a palestrante destacou que todo início de trabalho é aberto e bastante largo, mas é preciso estreitar as buscas.
De acordo com a pesquisadora, toda escolha envolve motivação, que pode ser uma simples curiosidade pessoal ou uma motivação externa (institucional ou até da comunidade que deseja uma solução para determinada necessidade) para definição do problema (com bastante observação para verificar se a pergunta colocada já não tem resposta).
Durante o levantamento do problema, existe sempre a imposição de se verificar o conhecimento sobre o tema (revisão bibliográfica, o levantamento científico sobre o problema) e, também, a avaliação econômica e estratégica do estudo (levantamento tecnológico).
Para Alaide Mammana, fazer pesquisa é sempre uma paixão, envolve prazer, criatividade. Segundo ela, “ciência é diversão, mas desenvolver tecnologia é suor e lágrimas”.

envolve prazer, criatividade
Texto: Denise Pereira
Revisão: Nádia Abilel de Melo
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