Quando grande parte da população ouve esse conceito “Pensamento Computacional”, logo imagina que o tema é exclusivo para cientistas da Computação. Agora, imaginem falar sobre esse tema com crianças do Ensino Fundamental. Parece muito complicado; mas o estudante Igor Henrique da Silva, 18, mostrou o contrário em seu trabalho da Iniciação Científica, dentro do Programa WASH-STEAM, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR), Campus Londrina.
O bolsista explica que o Pensamento Computacional pode ser definido “como o método de resolver problemas, criar soluções ou passos para alcançar um certo objetivo”. E exemplifica com uma simplicidade de dar inveja. “Até numa receita de um bolo, usamos esse conceito, porque há passos a serem seguidos para o bolo ficar pronto.”
Igor da Silva trabalhou a temática com alunos da Escola Municipal Maestro Roberto Pereira Panico, em Londrina, utilizando jogos para aproximar as crianças da linguagem da programação.

Com os três jogos, que o bolsista e um grupo de alunos desenvolveram, Igor Silva conta que eram definidos objetivos. “É aí que entra o pensamento computacional, especificávamos um objetivo final de todos os jogos, seja passar por um labirinto, atravessar o caranguejo pela rua ou coletar os lixos. E os alunos precisavam entender o que cada bloco, cada Código, fazia com o personagem principal; precisavam pensar e desenvolver uma solução para chegar ao final do jogo.”
Toda pesquisa do bolsista atende conteúdos previstos também na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para os alunos do Ensino Fundamental.
Nesta entrevista, o estudante fala sobre a pesquisa, desafios e alegrias da Iniciação Científica; e não poupa elogios a seu orientador, Fernando Accorsi, que ele considera uma inspiração. “Aprendi muito com meu orientador, não só sobre tecnologia ou ensino; mas, sim, sobre o desenvolvimento pessoal; o modo de se comunicar com os alunos, a atenção que deve ser dada para cada aluno.”
No IF, ele diz que se encontrou e cresceu como pessoa. Revela que não se interessava muito pelos conteúdos de Exatas, mas o IF deu um jeitinho de chamar a sua atenção para essa área. Também afirmou que “hoje gosta bastante de criar coisas, de dar sentido para elas e usa bastante a fotografia para isso”.
Vale a pena conferir a nossa conversa!
WASH: Você pode contar como foi a escolha do seu projeto, por que decidiu trabalhar com Pensamento Computacional?
Igor Henrique da Silva: Foi bem simples. Na verdade, no início, estava indeciso sobre o tema do projeto; então, o coordenador apresentou o “pensamento computacional” e notei que ele tem muitos aspectos que eu sempre gostei e poder trabalhar com um grupo foi algo sensacional. Aí que eu notei a necessidade que todos nós temos, quando criança, quando precisamos de alguém para nos apresentar esses conceitos e reforçar o nosso poder de pensar e resolver problemas.
WASH: Como definir pensamento computacional para uma criança, qual a sua importância e aplicação?
Silva: Podemos definir como o método de resolver problemas, criar soluções ou passos para alcançar um certo objetivo. Podemos usar Igor da Silva trabalhou a temática com alunos da Escola Municipal Maestro Roberto Pereira Panico, em Londrina, utilizando jogos para aproximar as crianças da linguagem da programação.diversas coisas do dia a dia da criança como exemplo de pensamento computacional, até mesmo a receita de um bolo, que possui passos a serem seguidos para chegar ao objetivo, que é o bolo pronto.
WASH: Quais são as bases para entender o pensamento computacional? E quais os principais desafios de tratar do tema?
Silva: Entender que tudo que nós temos, hoje em dia, foi um problema e que alguém resolveu, criando novas tecnologias ou modos de resolvê-lo, utilizando dos princípios do pensamento computacional. Com certeza, a maior dificuldade é fazer os alunos entenderem isso; que por trás de tudo existiu alguém responsável por pensar e desenvolver uma solução.
WASH: O que você utilizou para facilitar a compreensão? Você consegue avaliar que o método que você utilizou para esse aprendizado pode funcionar melhor do que a forma como você aprendeu outros conceitos e práticas na escola?
Silva: Utilizamos o Scratch, que é um software bem intuitivo e que coloca à disposição diversos recursos para desenvolvimento de jogos e aplicações para criança. Por se tratar de uma linguagem de programação em blocos, é possível ensinar crianças desde o começo do seu desenvolvimento escolar. Sim, o método utilizado se mostrou muito bom, até mesmo para ensinar outras áreas como a biologia ou a matemática.
WASH: Quais foram as maiores dificuldades dos alunos com o tema?
Silva: Desenvolver, essa foi a maior dificuldade. Desenvolver uma solução para os problemas que apresentávamos e criar passos lógicos para chegar no objetivo; mas isso foi mudando conforme o tempo foi passando e, no final, a maioria já conseguia pensar e criar, assim que o problema era apresentado.
WASH: Explica para a gente a relação do pensamento computacional com o desenvolvimento dos jogos e qual a proposta de cada jogo?
Silva: Por se tratar de jogos utilizando a linguagem de programação, os alunos precisavam entender o que cada bloco, cada Código, fazia com o personagem principal deles. É aí que entra o pensamento computacional, especificávamos um objetivo final de todos os jogos, seja passar por um labirinto, atravessar o caranguejo pela rua ou coletar os lixos, os alunos precisavam pensar e desenvolver uma solução para chegar no jogo final.
WASH: Você participou do desenvolvimento dos jogos. Você acredita que esse tipo de ferramenta poderia ser adotada com mais frequência nas escolas? E por que ainda não são, na sua opinião?
Silva: Sim, a ferramenta é incrível; e traz diversas formas novas e intuitivas de ensinar. Seria incrível se os professores e escolas tivessem uma estrutura adequada para a aplicação desses métodos, iria mudar completamente o ensino para melhor.
Como foi a sua relação com seu orientador, no âmbito do compartilhamento dos conhecimentos e desenvolvimento do projeto?
Silva: Uma das melhores, sem dúvida! Aprendi muito com meu orientador, não só sobre tecnologia ou ensino, mas, sim, sobre o desenvolvimento pessoal; o modo de se comunicar com os alunos, a atenção que deve ser dada para cada aluno. E todos os momentos e conversas, enquanto íamos para as oficinas no WashCar, foram únicos. Com toda certeza, ele é uma inspiração.
WASH: Qual foi o impacto de desenvolver um projeto de iniciação científica para a sua vida escolar e para o futuro?
Silva: Nunca tinha passado por essa experiência antes e, ter uma primeira vez incrível assim, só me deixou mais animado para os projetos futuros; e, claro, pensando sempre em melhorar.
WASH: O seu projeto teve publicação na imprensa, isso teve um peso no reconhecimento de seu trabalho, trouxe algum resultado?
Silva: Sim, foi publicado no Folha Cidadania, da cidade de Londrina. A princípio, o reconhecimento veio de instituições de ensino, que estavam comentando muito sobre o nosso projeto.
WASH: De alguma forma, você pretende dar andamento ao que você fez na Iniciação Científica? Pretende ter uma carreira acadêmica, científica, voltada para a pesquisa ou Ciência?
Silva: Com certeza, nunca pensei que aplicar meus conhecimentos para algo destinado à Ciência e Pesquisa seria tão satisfatório e a vontade de continuar nessa direção é grande.
WASH: Como você tem divulgado o seu projeto de pesquisa?
Silva: Estou pensando em divulgar em redes sociais, criar conteúdos que englobam esse conhecimento, para chegar a todos.
Texto: Denise Pereira
Revisão: Nádia Abilel de Melo
Fotos: Arquivo Pessoal – Igor Henrique da Silva
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