Sabe aquelas perguntas que todos nós temos sobre o universo? Para grande parte delas, o Projeto Ciência e Cultura, vamos brincar? trouxe respostas, no sábado passado, dia 29, no segundo episódio, que abordou “Estrelas e Constelações”. O cenário escolhido para as gravações não poderia ser outro:  foi o Museu Aberto de Astronomia – MAAS, em Campinas.

Quem conferiu o programa viu que, a olho nu, o ser humano consegue observar até 6 mil estrelas, em 88 constelações. É isso mesmo, sem usar qualquer instrumento como um telescópio. A informação foi dada pelo astrônomo Emerson Roberto Perez, responsável pelo MAAS, ao físico Wil Namem, cofundador do Movimento Nós Somos a Ciência, durante entrevista.

E outros números sobre o universo surpreenderam. De acordo com o astrônomo, são 250 bilhões de estrelas em uma única galáxia e o Sol é só uma dessas estrelas.

Segundo Perez, “até dezembro de 2016, o número de galáxias conhecidas no universo estava em torno de 200 milhões de galáxias. Porém, esse número foi atualizado para dois trilhões de galáxias, cada uma, em média, com suas duzentos e cinquenta bilhões de estrelas”.

O astrônomo abordou as origens do universo – há cerca de 13 bilhões de anos. E esclareceu, ainda, que a medida do universo é dada em anos-luz – uma medida de distância (leia mais sobre “Anos-luz”, abaixo).

E não faltou falar sobre o nosso planeta e nossos vizinhos. Perez acrescentou que, tirando o Sol, a estrela mais próxima do Sistema Solar é a estrela Próxima Centauri. “Ela está na constelação do Centauro, e se situa a 4,2 anos-luz de distância de nós, um pouquinho mais aí de 40 trilhões de quilômetros”.

O astrônomo deu, ainda, uma boa notícia: o Museu Aberto de Astronomia, em Campinas, retomou suas atividades. Tudo dentro dos protocolos de segurança contra a Covid-19.

Vale a pena visitar!

Mulheres na astronomia

O Programa Ciência e Cultura teve muito mais. A professora Cibelle Celestino Silva, do Instituto de Física da USP – Campus São Carlos, que atua no Grupo de História, Teoria e Ensino de Ciências, destacou a importância das mulheres na Ciência, citou grandes nomes de cientistas e pesquisadoras que estão atuando na física, na astronomia, em todo o país.

Para Cibelle, as mulheres devem participar cada vez mais da ciência.

A conversa com a professora foi sobre constelações. Afinal, “quem nunca parou para identificar o Cruzeiro do Sul e as Três Marias?”, comentou.

Cibelle esclareceu que as constelações são regiões do céu, onde vemos estrelas ligadas por linhas imaginárias, usadas para representar figuras, animais, criaturas, identificadas pelos homens. “Podem ser figuras mitológicas, podem ser figuras do dia a dia; e isso é uma tradição muito antiga, que vem desde a Pré-História”.

De acordo com a física, as imagens vistas foram mudando ao longo de milênios e elas variam muito de cultura para cultura. Ela exemplifica usando a constelação de Escorpião. “Para a cultura Tupi-Guarani, essa constelação é vista e chamada como Ema Branca e engloba a constelação de Escorpião.

Para a professora, o tema é muito fascinante, porque cada um vê o céu de forma diferente.

Sobre a astronomia, ela afirma que se trata de uma das ciências mais antigas; e que, embora, hoje em dia, o homem não olhe muito para o céu, nossos ancestrais sempre olharam.

Outro tema de destaque na conversa foi sobre o terraplanismo. E a cientista foi enfática: “claro que a terra não é plana!, desde a antiguidade a humanidade sabe disso”, defendeu.

Ela citou Eratóstenes, matemático e filósofo, que estimou o diâmetro da Terra, há muitos e muitos anos.

Música, histórias e jogos

Como já é combinado, história, música e jogos integraram a programação também.

A Cia Bola de Meia trouxe histórias sobre os povos indígenas, apresentou objetos dos índios de Roraima, da Venezuela, dos Yanomamis, na Amazônia; e abordou a íntima relação dos indígenas com o universo, com o céu e as estrelas, e a influência dos astros para o plantio, na gestação, na construção das lendas e histórias, na pesca; enfim, na vida dos povos originários.

Jacque e Celso trouxeram, ainda, muita música e até palavras em tupi-guarani para o público conhecer, como: Pira, que é peixe; e auê, que significa algazarra; entre outras.

Durante o Ciência e Cultura, a professora e diretora da Escola Municipal Maestro Roberto Pereira Panico, Thatiane Lopes, lembrou que esse tema chama a atenção das crianças. “As crianças amam falar sobre o céu e sempre produzimos trabalhos com elas”.

Ela convidou o público para assistir a um vídeo e conhecer um jogo e trabalhos, produzidos sobre o céu, pelos estudantes do Programa WASH.

O segundo episódio do Ciência e Cultura está disponível no Canal do Programa WASH no YouTube. Para assistir, clique no link, abaixo, e não esqueça de deixar seu “like”.

Saiba mais! Entenda Ano-Luz!

Ano-luz, em astronomia, trata-se de uma medida de espaço, de distância. Um ano-luz equivale, em quilômetros, a 9,46 trilhões de quilômetros. Pois, se a gente pegar a velocidade da luz no vácuo, que é de, aproximadamente, 300.000 km/s e multiplicar por quantos segundos temos em um ano, nós vamos chegar a esse número de 9,46 trilhões de quilômetros, que a luz consegue percorrer durante um ano.

Fonte: Astrônomo Emerson Roberto Perez, responsável pelo MAAS.

Texto: Denise V. Pereira

Wil Namen e Emerson Perez: o universo e seus números astronômicos
Com a física e professora, Cibelle Celestino Silva: conversa sobre constelações
Cia Bola de Meia: a influência dos astros para o plantio, na gestação, na construção das lendas e na pesca indígenas
Jogo, desenvolvido por bolsistas do Programa WASH

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