Um mergulho nos livros para entender a relação entre o excesso do uso da tecnologia e o aumento de casos de depressão e suicídio entre os jovens.
Leituras e mais leituras que passaram por diversos e renomados autores e escritores. Do bestseller de Jay Asher, Os 13 porquês, que retrata a história de Hannah Baker, uma adolescente que se mata. o livro conta as 13 razões para a sua decisão pelo suicídio – à obra do pai da sociologia, Émile Durkheim – O Suicídio ; somando-se também reflexões do filosofo da modernidade, o polônes Zygmunt Bauman. E a pesquisa não parou aí. Seguiu, ainda, para o acompanhamento de notícias de jornais sobre a temática do suicídio.

Esse foi o caminho percorrido pela bolsista do CNPq para desenvolver o seu projeto de pesquisa do WASH no Instituto Federal, no Campus São Roque, com a orientação do professor Rogério de Souza Silva.
Intitulado “Efeitos da tecnologia na modernidade líquida: apontamentos sobre depressão e suicídio na juventude a partir da análise da obra “os 13 porquês” – o estudo da bolsista analisou na obra de Asher, “Os 13 porquês”, para entender melhor o mundo de quem enfrenta a depressão.
Nos trabalhos de Zygmunt Bauman, buscou compreender as relações interpessoais nos tempos modernos, que é retratada pelo filósofo como modernidade líquida, vivenciada por uma “geração que é “leve, “líquida” e “fluida”. Esses conceitos foram aprofundados na leitura dos livros do mesmo autor: Amor líquido, 44 cartas do mundo líquido moderno, A sociedade individualizada, Comunidade, e Identidade.
E para entender a visão social sobre o suicídio, a pesquisadora Miriã Pereira continuou sua busca na obra “O Suicídio”, de Émile Durkheim; e, também, nas notícias publicadas sobre o tema.
A educanda conta que o seu estudo discorreu sobre a questão do público e privado no ambiente virtual e suas consequências, experiências que são muito comuns nos tempos atuais – episódios de fotos vasadas na rede; bulllying e cyberbullying e imposição de padrões sociais. Todos esses temas encontrados nos autores.
De acordo com a pesquisadora, o desenvolvimento desta pesquisa foi importante porque tratou um tema considerado “tabu”, que muitas vezes é ignorado. “O meu projeto trouxe o tema à tona e despertou o olhar de muitas pessoas. Também, mostrou a importância, para todos, de quão necessário é estar atentos para o assunto e oferecer ajuda às vítimas”, defendeu.
A pesquisa de Miriã foi compartilhada com a comunidade. A estudante fez várias apresentações em escolas e feiras científicas sobre o estudo. Esse compartilhamento da pesquisa com a sociedade é uma das contrapartidas que o Programa WASH pede aos educandos. “Esse tipo de devolutiva – colocar a pesquisa a serviço da sociedade, abordando problemas que nos afligem e propondo respostas, é uma das nossas principais metas no WASH”, defende Elaine Tozzi, coordenadora do Programa.
Miriã Pereira contou ainda que o projeto despertou nela o interesse pela pesquisa. “Ao longo do trabalho, realizei revisões bibliográficas e, também, analisei algumas notícias e estatísticas que traziam informações pertinentes ao assunto, e isso despertou em mim o gosto pela pesquisa. Logo, pretendo continuar”.
Todos nós ficamos na torcida!
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Redação: Denise Pereira
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